segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Pontos Sobre a ODS 3

 


1 – A ODS nº 3, em particular a 3.1 tem como objetivo reduzir para menos de 70/100.000 a taxa de mortalidade em gestantes dos nascidos vivos, até 2030. No Brasil já estamos em 62/100.000, por isto nossa meta é um numero menor de mortes, segundo o IPEA (2019)

2 – Segundo o site da ONU News (2022), e o Centro Regional de Informações para a Europa Ocidental das Nações Unidas, “Todos os países da Europa já atingiram o ODS sobre mortalidade materna. A taxa média no continente (...) [está] bem abaixo dos 70 por 100 mil (...). Outro ODS alcançado (...) [é o da] mortalidade neonatal: (...) Entre (...) 2010 e 2018, as mortes prematuras (...) caíram quase 20%.”

3 – Na América Latina a “Venezuela foi o primeiro país (...) a adotar (...) a expressão “violência obstétrica”, como fruto de reivindicações” feministas. (Sena e Tesser, 2016)

Segundo Lima, Pimentel, Lyra (2021) “quando se analisa tais dados [obstétricos] a partir do marcador raça, (...) os riscos para as mulheres negras são (...) maiores.” A “menor renda (...) relatada [na pesquisa] foi de R$ 800,00, e a maior, R$ 3,700,00. Todas as participantes tiveram assistência pré-natal e ao parto no SUS, apenas uma participante tinha plano (...) de saúde”.

4 a – Segundo as páginas Portal Terê e Doity aconteceram duas palestras sobre a violência obstétrica na UNIFESO (Universidade de Teresópolis RJ), em 24 de Agosto de 2017 e 15 de Maio de 2019.

4 b – A formação do curso de filosofia em sua busca por uma visão mais alargada sobre qualquer assunto apresentando diversas perspectivas e interpretações, antagônicas inclusive.[1] Ele se relaciona ao tema em função destas características. Exemplos abaixo:

Quando se condena determinadas práticas obstétricas, é preciso ter em mente que para estes profissionais salvar vidas é mais importante que qualquer outra questão, mesmo que para mantê-la seja preciso o trauma.

A invasão de Humanas e Sociais na área medica[2] não deve atrapalhar estes ofícios em suas rotinas, pois podem elevar o número de mortes. no combate a violência obstétrica pode-se criar entraves mentais[3] nos profissionais de tal modo que estes venham a perder minutos preciosos que salvariam a mãe e o recém-nascido em uma emergência.[4]

A violência e o abuso de poder de alguns em função das circunstâncias são fatos.[5] Mas infelizmente, algumas coisas só podem ser conseguidas com o uso da violência, como por exemplo, a extração de um dente siso ou alguns tratamentos ortopédicos.[6]

A obstetrícia em sua biomecânica (Melatti, 2014 e Mann, Kleinpaul, Mota, Santos, 2010) gestacional e de forma naturalmente mais violenta no momento do “parto normal e domiciliar auxiliados por parteiras.” (Cristaldo, 2020), em função das contrações e da dilatação pélvica, possui algum ponto de contato com a ortopedia.

É preciso lembrar também das condições precárias de trabalho de muitos profissionais da saúde, da pressão e do stress a que estão submetidos em função da caótica dialética Demanda X Precariedade. Defendemos aqui os Profissionais da Saúde que vivem “O Juramento de Hipócrates” (Sandoval, 2019) e não aos que hipocritamente juraram à ética hipocrática.

A subserviência dos países a órgãos internacionais como a ONU poderia conduzir à perda da autonomia dos Estados destruindo assim a cultura de cada povo, as pluralidades e diferenças étnicas, fabricando uma massa humana industrializada em prol de órgãos estrangeiros, que muitas vezes não conhecem a realidade local.

Entendemos que os problemas sociais sejam os frutos/sintomas dos problemas éticos e morais e que para cuidar do fruto doente é preciso tratar a raiz, respeitando as diferenças de cada planta, gostando destas diferenças, destes perfumes ou não.

A busca pela extinção da dor na gestação e em outras áreas poderia resultar na “mega plantação” (Armani, Gianeti, 2020) de seres humanos, como no filme Matrix nos fazendo gradativamente deixar de ser pessoas, nos tornando produtos, nos “coisificando”, pela promessa do utópico paraíso materialista ao abandonar o pouco de natural que ainda temos?

 

Pesquisa/referências:

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-01/parteiras-renascem-com-mais-seguranca-e-tecnicas-tradicionais

https://doity.com.br/palestra-adpf347-do-stf

https://institutocultiva.com.br/matrix-como-metafora-para-a-sociologia/

https://news.un.org/pt/story/2022/03/1782632

http://portaltere.blogspot.com/2017/08/ciclo-de-debates-discute-violencia.html?m=0

https://scielosp.org/pdf/icse/v21n60/1807-5762-icse-1807-576220150896.pdf

https://unric.org/pt/?s=ods+por+pa%C3%ADs

https://www.as.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/livreto_violencia_obstetrica-2-1.pdf

https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Historia&esc=3

https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/797-posicionamento-oficial-do-ministerio-da-saude-sobre-o-termo-violencia-obstetrica

https://www.fmrp.usp.br/pb/arquivos/3652

https://www.iesp.edu.br/sistema/uploads/arquivos/publicacoes/violencia-obstetrica-na-otica-do-ministerio-da-saude-estudo-reflexivo.pdf

https://www.infoescola.com/biologia/biomecanica/

https://www.ipea.gov.br/ods/ods3.html

https://www.scielo.br/j/csc/a/wbq3FxQH7HmVMySp7Y9dntq/?format=pdf&lang=pt

https://www.scielo.br/j/motriz/a/V4DbJt6QcVqjRmVzZVkyLNy/?format=pdf&lang=pt



[1] Para um fazer filosófico abrangente.

[2] Bem como em qualquer outra carreira.

[3] Se o objetivo oculto for o controle populacional colocando a responsabilidade pelas mortes em terceiros é perfeito.

[4] Esta questão em particular me faz lembrar a critica de Platão aos poetas que falavam sobre um ofício que não conheciam e os perigos deste comportamento para a sociedade.

[5] Não por acaso defendo que algumas carreiras precisam de testes de saúde mental constantes para a manutenção da permissão e cargo de trabalho, e caso não passem nos testes, terem suas licenças e cargos retirados sumariamente. Fora o fato que alguns profissionais e profissões praticamente se portam como se fossem deuses.

[6] Em sua totalidade, como nas cirurgias.


Estudos 1

 Deste logos sendo sempre os homens se tornam descompassados quer antes de ouvir quer tão logo tenham ouvido; pois, tornando-se todas (as co...