1
– A ODS nº 3, em particular a 3.1 tem como objetivo reduzir para menos de
70/100.000 a taxa de mortalidade em gestantes dos nascidos vivos, até 2030. No
Brasil já estamos em 62/100.000, por isto nossa meta é um numero menor de mortes,
segundo o IPEA (2019)
2
– Segundo o site da ONU News (2022), e o Centro Regional de Informações para a
Europa Ocidental das Nações Unidas, “Todos os países da Europa já atingiram o
ODS sobre mortalidade materna. A
taxa média no continente (...) [está] bem abaixo dos 70 por
100 mil (...). Outro ODS alcançado (...) [é o da] mortalidade neonatal: (...)
Entre (...) 2010 e 2018, as mortes prematuras (...) caíram quase 20%.”
3
– Na América Latina a “Venezuela foi o primeiro país (...) a adotar (...) a
expressão “violência obstétrica”, como fruto de reivindicações” feministas. (Sena
e Tesser, 2016)
Segundo
Lima, Pimentel, Lyra (2021) “quando se analisa tais dados [obstétricos] a
partir do marcador raça, (...) os riscos para as mulheres negras são (...) maiores.”
A “menor renda (...) relatada [na pesquisa] foi de R$ 800,00, e a maior, R$
3,700,00. Todas as participantes tiveram assistência pré-natal e ao parto no
SUS, apenas uma participante tinha plano (...) de saúde”.
4
a – Segundo as páginas Portal Terê e Doity aconteceram duas palestras sobre a
violência obstétrica na UNIFESO (Universidade de Teresópolis RJ), em 24 de
Agosto de 2017 e 15 de Maio de 2019.
4
b – A formação do curso de filosofia em sua busca por uma visão mais alargada
sobre qualquer assunto apresentando diversas perspectivas e interpretações,
antagônicas inclusive.[1]
Ele se relaciona ao tema em função destas características. Exemplos abaixo:
Quando
se condena determinadas práticas obstétricas, é preciso ter em mente que para
estes profissionais salvar vidas é mais importante que qualquer outra questão,
mesmo que para mantê-la seja preciso o trauma.
A
invasão de Humanas e Sociais na área medica[2] não
deve atrapalhar estes ofícios em suas rotinas, pois podem elevar o número de
mortes. no combate a violência obstétrica pode-se criar entraves mentais[3]
nos profissionais de tal modo que estes venham a perder minutos preciosos que
salvariam a mãe e o recém-nascido em uma emergência.[4]
A
violência e o abuso de poder de alguns em função das circunstâncias são fatos.[5] Mas
infelizmente, algumas coisas só podem ser conseguidas com o uso da violência,
como por exemplo, a extração de um dente siso ou alguns tratamentos ortopédicos.[6]
A
obstetrícia em sua biomecânica (Melatti, 2014 e Mann, Kleinpaul, Mota, Santos, 2010)
gestacional e de forma naturalmente mais violenta no momento do “parto normal e
domiciliar auxiliados por parteiras.” (Cristaldo, 2020), em função das
contrações e da dilatação pélvica, possui algum ponto de contato com a
ortopedia.
É
preciso lembrar também das condições precárias de trabalho de muitos profissionais
da saúde, da pressão e do stress a que estão submetidos em função da caótica
dialética Demanda X Precariedade. Defendemos aqui os Profissionais da Saúde que
vivem “O Juramento de Hipócrates” (Sandoval, 2019) e não aos que hipocritamente
juraram à ética hipocrática.
A
subserviência dos países a órgãos internacionais como a ONU poderia conduzir à
perda da autonomia dos Estados destruindo assim a cultura de cada povo, as pluralidades
e diferenças étnicas, fabricando uma massa humana industrializada em prol de
órgãos estrangeiros, que muitas vezes não conhecem a realidade local.
Entendemos
que os problemas sociais sejam os frutos/sintomas dos problemas éticos e morais
e que para cuidar do fruto doente é preciso tratar a raiz, respeitando as
diferenças de cada planta, gostando destas diferenças, destes perfumes ou não.
A
busca pela extinção da dor na gestação e em outras áreas poderia resultar na
“mega plantação” (Armani, Gianeti, 2020) de seres humanos, como no filme Matrix
nos fazendo gradativamente deixar de ser pessoas, nos tornando produtos, nos
“coisificando”, pela promessa do utópico paraíso materialista ao abandonar o
pouco de natural que ainda temos?
Pesquisa/referências:
https://doity.com.br/palestra-adpf347-do-stf
https://institutocultiva.com.br/matrix-como-metafora-para-a-sociologia/
https://news.un.org/pt/story/2022/03/1782632
http://portaltere.blogspot.com/2017/08/ciclo-de-debates-discute-violencia.html?m=0
https://scielosp.org/pdf/icse/v21n60/1807-5762-icse-1807-576220150896.pdf
https://unric.org/pt/?s=ods+por+pa%C3%ADs
https://www.as.saude.ms.gov.br/wp-content/uploads/2021/06/livreto_violencia_obstetrica-2-1.pdf
https://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Historia&esc=3
https://www.fmrp.usp.br/pb/arquivos/3652
https://www.infoescola.com/biologia/biomecanica/
https://www.ipea.gov.br/ods/ods3.html
https://www.scielo.br/j/csc/a/wbq3FxQH7HmVMySp7Y9dntq/?format=pdf&lang=pt
https://www.scielo.br/j/motriz/a/V4DbJt6QcVqjRmVzZVkyLNy/?format=pdf&lang=pt
[1] Para
um fazer filosófico abrangente.
[2]
Bem como em qualquer outra carreira.
[3] Se
o objetivo oculto for o controle populacional colocando a responsabilidade
pelas mortes em terceiros é perfeito.
[4]
Esta questão em particular me faz lembrar a critica de Platão aos poetas que
falavam sobre um ofício que não conheciam e os perigos deste comportamento para
a sociedade.
[5]
Não por acaso defendo que algumas carreiras precisam de testes de saúde mental
constantes para a manutenção da permissão e cargo de trabalho, e caso não
passem nos testes, terem suas licenças e cargos retirados sumariamente. Fora o
fato que alguns profissionais e profissões praticamente se portam como se
fossem deuses.
[6] Em
sua totalidade, como nas cirurgias.

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