domingo, 13 de janeiro de 2019

Retrospectiva/Eleições 2018.




1) Um balanço pessoal delas.

Estas eleições foram o ponto culminante de aproximadamente três anos de pesquisas, buscas, reflexões.
Três anos de distribuição gratuita do material conseguido nesta pesquisa, como por exemplo, livros, documentários, entrevistas.
Três anos de pesquisa de campo, de experimentos sociais.
Três anos sendo saco de pancada dos vermelhos.

Não colocarei referências bibliográficas ao fim pois, nestes três anos percebi que quem precisava ler não leu, muito pelo contrário, ridicularizou, menosprezou e desprezou o conteúdo. Os que já leram, ou ao menos já ouviram falar das obras, reconhecerão as referências dentro do texto e saberão os livros que eu farei menção ou conseguirão descobrir, caso não os conheça.

2) Meu relato, minhas percepções e minhas reflexões.

Nestas eleições teve amigo que me chamou de Nacional Socialista (nazista) e teve o que me chamou de fascista (a formação política de Mussolini aconteceu em partido de esquerda). Estes bondosos e amorosos militantes vermelhos basicamente me chamaram de assassino genocida sem que eu tivesse matado uma única pessoa. 

Tiveram os que me chamaram de burro, imbecil, ameba e os que me olharam desprezo, nojo, como se eu fosse pústula, uma gangrena humana, e isso os mais carinhosos. Entre eles tiveram “professores”, na verdade, militantes vermelhos reacionários disfarçados.
Verdadeiros Professores nunca fariam isto, estes buscariam conhecer o que está sendo apresentado e trazido pelo estudante. Mestres buscariam conhecer o outro lado da moeda, a outra perspectiva, a outra narrativa.
Tiveram os que, de forma desumana, debocharam e menosprezaram uma tentativa de assassinato em rede nacional dizendo que era "frescura" ou que era falso e que após uma série de cirurgias, o resguardo médico era covardia para não ir aos debates. Estes talvez tenham tratado a ocorrência pela ótica de seu próprio caráter, ou falta deste.
Ambos os grupos, de forma fascista, foram incapazes de lidar com o pluralismo de ideias e com as diferenças que, ironicamente, dizem defender. Se não conseguem sequer lidar com o contraditório, a aceitação do pluralismo de ideias e das diferenças por parte deles seria algo no mínimo impossível e impensável.

3) “Estranhamente” o demônio que a esquerda caça estava muito clara em suas próprias atitudes.

Caçavam, caçam e caçarão seu próprio reflexo no espelho, eternamente, pois estão presos em um infinito tempo cíclico perseguindo a utópica cruel e desumana perfeição do Homem no mundo material onde seus “Deuses” (Marx, o filicida, ou Lenin, o ocultador da história, por exemplo) inspiraram e/ou lideraram o maior genocídio em tempo recorde da história da humanidade buscando esta desumana perfeição do Homem.
Como podem estar certas essas ideias e estas pessoas?
A autocrítica deles se resume a tentar outras formas de fazer novamente o que não funciona, nunca em assumir seus erros, como o Holodomor, o holocausto ucraniano.
A “lenda” do comunista comedor de criancinhas é um fato histórico.

Exigem um respeito que não dão.
Bradam por uma pluralidade que não aceitam.
Gritam por democracia, mas odeiam as vozes dissonantes.
Falam de diferenças, mas apenas as ungidas por eles possuem valor.

O mesmo se dá em várias outras perspectivas:
Só é científico se for vermelho.
Só é crítico se for vermelho.
Só é respeitável se for vermelho.
Só é digno de atenção se for vermelho.

4) A prepotência, a soberba, a arrogância, a vaidade, o orgulho, o narcisismo, a total incapacidade de assumir seus erros e de sequer cogitar a possibilidade de ter errado ou de ter sido enganado, o fanatismo religioso vermelho onde suas verdades são absolutas e seus dogmas inquestionáveis, demonstrando um descolamento da realidade, uma megalomania e um transitar entre a psicopatia e histeria.

O desrespeito, o deboche, o desprezo, o menosprezo, o descaso, o ódio, a postura reacionária e intolerante pela real pluralidade cultural, intelectual, moral, filosófica que difere das suas próprias, a total incapacidade de sequer cogitar a possibilidade de existirem outras teorias, outras leituras, outras interpretações, o fanatismo religioso vermelho de verdades absolutas e dogmas inquestionáveis. Afinal de contas, para eles, só os ungidos por eles tem validade. Será?

5) Existe uma biblioteca gigantesca de intelectuais não vermelhos, mas sim conservadores e capitalistas reconhecidos em todo o mundo, mas que são desconhecidos pelos nossos “intelectuais” e “acadêmicos”.

Lembrando que, diferente do que os vermelhos nos ensinam em sala de aula, conservador não é reacionário e capitalista não é mercantilista. Estas quatro palavras não estão coladas, não são sinônimos, basta ver o quão reacionária é a nossa esquerda progressista revolucionária.

São os conservadores e capitalistas que querem mudança, os vermelhos estão felizes com o legado do PT e de seus satélites, como o PSOL, PDT, PSDB, (P)MDB, e reagem de forma violenta contra estas as mudanças. Pergunto-lhe, quem são os reacionários?

Estes mesmos vermelhos sequer conseguem perceber que Nacional Socialismo (nazismo), Fascismo e Comunismo possuem muitas semelhanças, entre elas a política econômica Socialista. O mero tocar no assunto dispara o pavloviano e violento gatilho mental reacionário vermelho. O dialogo com eles muitas vezes foi e continua sendo impossível dado o gatilho pavloviano reacionário vermelho.
É preciso lembrar que, quanto maior a intervenção do Estado na economia, mais socialismo, quanto menor a intervenção do Estado na economia, mais capitalismo.
Regulamentações são intervenções.
O Socialismo foi refutado cientificamente pela Escola Austríaca de Economia.
Karl Popper comprovou cientificamente que o marxismo é uma pseudociência.
Papa Pio XII proíbe todo católico de se associar com a esquerda com pena de excomunhão automática.
Religiosos seguindo “a religião é o ópio do povo”.
“Curiosamente” estes pontos e textos não entram em sala de aula.
Nas minhas salas de aula raramente entraram e quando aconteceram, os defensores do pluralismo e diferenças imediatamente varreram estas diferenças para debaixo do tapete fazendo uso de ferramentas da psicologia para esta censura, para esta mordaça, que dizem combater.

Estes mesmos que se dizem intelectuais parecem incapazes de aceitar os Austríacos e Popper ou lidar com as questões acima, talvez por implicar em assumir publicamente que foram enganados. O orgulho não permite. Não é por acaso que este lista entre os sete pecados capitais, na história.

6) Ainda tem os que acreditam na neutralidade e imparcialidade de nossa “educação” e, que o projeto Escola Sem Partido seja uma asneira conservadora de uma direita delirante.

Tenho sérias dúvidas sobre estes “intelectuais”.
Como também tenho sobre o valor e importância de nossos títulos acadêmicos, afinal de contas, a grosso modo, (des)humanas não passa de um shake de Rousseau, Marx, Freud e de seus requentadores, e podem ser resumidas em uma frase:
“- Não sou responsável pelos meus atos, você (o outro) é obrigado a arcar com minhas responsabilidades (como pagar minhas contas) e o mundo gira em torno da região entre o púbis e o ânus.”
Mais infantil e bestial impossível. Não é por acaso que nossa educação está entre as piores do mundo.
Hoje o norte teórico-intelectual (?)do “educador” é a irresponsabilidade inconsequente proctológica e, é nesse shake bizarro que nossos “educadores”, “professores-pesquisadores”, são “profissionalizados”.

7) Prepotência, soberba, arrogância, vaidade, orgulho, narcisismo, total incapacidade de assumir seus erros e de sequer cogitar a possibilidade de ter errado ou de ter sido enganado.

Desrespeito, deboche, desprezo, menosprezo, descaso, ódio, postura reacionária e intolerante pela real pluralidade cultural, intelectual, moral, filosófica que difere das suas próprias.
Estas atitudes contra as vozes discordantes podem acontecer de forma áspera, sutil, em tom de brincadeira (para se isentar da responsabilidade), em forma de procrastinação direcionada.
Observe com atenção e irá perceber, aprenda a ler os sinais. O sempre fala corpo fala, às vezes, grita.

É praticamente impossível o diálogo com eles, por três anos ininterruptos eu tentei, por três anos fiz distribuição gratuita do material conseguido na minha pesquisa, livros, documentários, entrevistas, conceitos, três anos de pesquisa de campo, de experimentos sociais.

Percebi claramente que eles não têm o menor respeito pelos que pensam diferente deles, que eles só permitem o diálogo para tentar manipular a pessoa ou para tirar alguma vantagem, pessoal ou pela causa revolucionária, seja esta vantagem qual for e de que tamanho for. Quando percebem que a conversão do outro é impossível ou que não tem mais nada para tomar do outro, mostram sua verdadeira face, afinal de contas, o marxismo é o ópio dos intelectuais e Narciso despreza o que não está no espelho.

Como dito no começo, não colocarei referências bibliográficas ao fim, pois nestes três anos percebi que quem precisava ler não leu, muito pelo contrário, ridicularizou, menosprezou e desprezou o conteúdo. Os que já leram ou ao menos já ouviram falar das obras, reconheceram as referências dentro do texto e saberão os livros que eu fiz menção ou conseguirão descobrir, caso não os conheça.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A POESIA E A MÚSICA EM PLATÃO E ARISTÓTELES.




Platão entedia que os poetas tinham grande potencial para corromperem[1] a juventude propondo a expulsão deles caso não sigam os cânones estabelecidos pelos filósofos, sendo preferível uma educação sóbria, honrada e guerreira, pois “A musica deve culminar no amor ao belo.” (Platão, 2001, p. 403c).
Platão tinha extrema preocupação com a formação das crianças e dos jovens e explicita esta preocupação em A República como veremo no trecho abaixo:
“Sócrates — Não convém começarmos a sua educação pela musica [poesia musicada] e depois pela ginástica?
Adimanto — Sem dúvida.
Sócrates — Tu admites que os discursos fazem parte da música ou não?
Adimanto — Admito. (...)
 (...) Sócrates — Nós não começamos contando fábulas às crianças? Geralmente são falsas, embora encerrem algumas verdades. Utilizamos essas fábulas para a educação das crianças antes de levá-las ao ginásio.
Adimanto — É verdade. (...)
 (...) Sócrates — E não sabes que o começo, em todas as coisas, é sempre o mais importante, mormente para os jovens? Com efeito, é sobretudo nessa época que os modelamos e que eles recebem a marca que pretendemos imprimir-lhes.
Adimanto — Com certeza.
Sócrates — Sendo assim, vamos permitir, por negligência, que as crianças ouçam as primeiras fábulas que lhes apareçam, criadas por indivíduos quaisquer, e recebam em seus espíritos entender, quando forem adultos?
Adimanto — De forma alguma permitiremos.
Sócrates — Portanto, parece-me que precisamos começar por vigiar os criadores de fábulas, separar as suas composições boas das más. Em seguida, convenceremos as amas e as mães a contarem aos filhos as que tivermos escolhido e a modelarem-lhes a alma com as suas fábulas muito mais do que o corpo com as suas mãos. Mas a maior parte das que elas contam atualmente devem ser condenadas.” (Platão, 2001, p. 376e).

Platão tinha a convicção de que a educação musical era o mais importante por carrega consigo o ritmo e a harmonia[2], a melhor forma para se ensinar os seguintes temas:
O bom, o bem, a honestidade, coragem, verdade, piedade, cumprimento da palavra empenhada, honra, amizade, liberdade, autonomia, autossuficiência, resiliência, autocontrole, temperança, firmeza de caráter, desapego, insubornável, justiça, heroísmo, que Deus é bom, imutável e transparente, voluntariado, desprendimento, altruísmo, diplomacia, religiosidade, amor pelos estudos e humildade.[3]
Estes temas poderiam ser realizados em forma de comédias e tragédias (que são miméticas), ditirambos (que são narrativas[4] do poeta) e a epopeia (que combina as duas). Nas apresentações as virtudes devem ser imitadas e os vícios narrados por causa dos exemplos que dão.
O caráter das melodias é composto por palavra, harmonia e ritmo, e estes três elementos devem seguir o já exposto quanto ao conteúdo das músicas e fábulas. Existem harmonias e ritmos, regiões e extensões[5] mais adequadas. Harmonias e ritmos devem remeter aos temas já falados. É preciso catalogar, pesquisar e posteriormente adaptar cadência, ritmo e melodia às palavras. 
Estas qualidades musicais são aprovadas em outras artes. Para Platão “A musica deve culminar no amor ao belo.” (Platão, 2001, p. 403c).

Para Aristóteles, como visto em Poética, a arte não oferecia tantos riscos como os percebidos por Platão.
Para Aristóteles a historia deve ser severa se atendo aos fatos ocorridos, o mimetismo possui valor filosófico, a poesia pode ser mais livre trabalhando com a verossimilhança e esta não deve ser confundida com desordem, pois a trama precisa de coerência para não cair no absurdo, não convencendo os espectadores com mudanças bruscas e injustificadas no caráter das personagens, que geram a sensação de confusão e apelação, seguindo esta restrição o poeta teria total liberdade e poderia explorar um terreno muito mais amplo que o historiador.
Do ponto de vista politico e educativo a tragédia tinha função purgante, e a transição da prosperidade ao infortúnio no herói trágico provocava e purgava a compaixão e o medo no cidadão.
Tanto a poesia quanto a historia podem ser escritas em verso ou prosa, mas o poeta se ocupa das coisas que poderiam acontecer, o historiador se ocupa das coisas que de fato aconteceram. “Por tal motivo a poesia é mais filosófica e de caráter mais elevado que a história, porque a poesia permanece no universal e a história estuda apenas o particular.” (Aristóteles, 2003, p. 43). E por esta característica da poesia que determina a forma de pensar e agir é considerada mais séria que a historia.
As belas tragédias são complexas em sua composição, devem imitar conjunturas, geram o terror e a piedade, as transições dos personagens devem ser gradativas, pois mudanças bruscas no destino ou estado de espirito destas não são bem aceitos. A piedade busca o infeliz que não merece o ser, e o terror busca o infausto, o ruim que merece o ser.
O mito precisa ser claro e não dúbio para ser bem composto, precisa ter tendência à melhoria politica e educativa, pois:
“Para que uma fábula seja bela, é portanto necessário que ela se proponha um fim único e não duplo, como alguns pretendem; ela deve oferecer a mudança, não da infelicidade para a felicidade mas, pelo contrário, da felicidade para o infortúnio, e isto não em consequência da perversidade da personagem, mas por causa de algum erro grave, como indicamos, visto a personagem ser antes melhor que pior.” (Aristóteles, 2003, p. 52).   

Em função da crise ética e moral que vivemos na contemporaneidade, talvez seja o momento de um novo renascimento, de um retorno aos ancestrais e as nossas raízes culturais, de olharmos e nos espelharmos novamente na Grécia, em Roma e Israel. Talvez seja hora de nos lembrarmos da ressurreição, do renascimento, da renascença da emplumada Fênix, e de Cristo, que também “renasce das cinzas” no terceiro dia.
Portanto, arte, música, poesia[6] deveriam ter a mesma função educativa que tinha na Grécia de Platão e Aristóteles, sendo os conceitos do primeiro aplicado na educação das crianças e dos adolescentes e do segundo aplicado na educação dos jovens e adultos, bem como o transcendental artístico que nos traz a paz de espirito que tanto precisamos em um mundo tão conturbado e fanatizado politicamente a ponto de se demonizar e desumanizar as vozes dissonantes ao discurso oficial tido como respeitável.
Um exemplo desta arte transcendental[7] é a peça musical “Da pacem domine”. E uma obra sacra, musical, gregoriana, recolhida de manuscritos do santo sepulcro em Israel no século XII, associam o bizantino e o latino.
Abaixo a peça para audição.



Referências:
PLATÃO. A República. São Paulo: Martin Claret, 2001. (Com correções a partir da tradução original e notas de Maria Helena da Rocha Pereira, da Calouste Gulbenkian
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco; Poética. Seleção de textos de J.A. Motta
Pessanha. Col. Os pensadores, 4. ed., v. 2. São Paulo: Nova Cultural, 1991.
ARISTÓTELES. Arte Poética. São Paulo: Martin Claret, 2003.
BONTEMPO, Márcio. “O caduceu de Mercúrio: Um estudo metafísico sobre a Medicina e o Homem, com base na Sagrada Doutrina.” São Paulo: Editora Best Seller, 1995
BULFINCH, Thomas. O livro da mitologia. 2. Ed., São Paulo: Editora Martin Claret, 2015



[1] Esta foi a primeira reflexão sistemática registrada sobe Educação e Arte.
[2] Elementos que tocam a alma.
[3] Estas são a base para moldar o bélico e o voluntário nas pessoas e teria que ser a regra.
[4] Existe também a narração dos indignos e medíocres, que possui conteúdo contrário e carregado de vícios, bestialidade, covardia, perversão, zombaria e indecências. 
[5] Espectro sonoro dos instrumentos e vozes.
[6] No sentido grego do termo.
[7] Podemos ver em Bontempo explicações mais minuciosas sobre este tema.

Estudos 1

 Deste logos sendo sempre os homens se tornam descompassados quer antes de ouvir quer tão logo tenham ouvido; pois, tornando-se todas (as co...